Desafios enfrentados no alcance dos não alcançados

  1. Redoma de resistência entre os não alcançados.

Vemos que os povos que foram alcançados dentre os 13.000 inicialmente propostos por Winter e McGavran seguiram a regra da menor resistência, e esta é uma regra normal. Ou seja, em regiões onde haviam três grupos não alcançados, houve penetração missionária nos dois que demonstravam menor resistência, seja geográfica, política, religiosa, lingüística, cultural ou espiritual. O mais resistente ficava para um segundo momento. Em linguagem simples poderíamos afirmar que filtramos estes 13.000 povos não alcançados e, portanto, o que temos em nossas mãos neste início de milênio não são simplesmente outros 2.000 PNAs (Povos Não Alcançados) mas justamente os 2.000 mais resistentes em toda a história do Cristianismo. Consequentemente precisamos agora de maior preparo missiológico, cultural e lingüístico do que os missionários de há 50 anos atrás. Também precisamos de nova motivação e pioneirismo.

  1. A “incapacidade” de evangelização bíblica pelas igrejas locais.

Esta é uma característica da geração evangélica contemporânea que se intensifica a cada dia e tem impedido o avanço da igreja em direção ao mundo perdido.
Pensemos sobre duas das principais influencias incapacitantes com as quais a Igreja tem lidar nos dias de hoje:

  1. a)  As ênfases filosóficas – hedonismo, pragmatismo e egoísmo – no seio da Igreja que têm se mostrado fortes e em crescimento avassalador.
  2. b)  Os valores extremados que norteiam as ações missionárias.
    Em um dos extremos está o liberalismo teológico, onde ocorre um enfraquecimento da centralidade bíblica. Um trabalho missionário sem um sólido fundamento teológico bíblico se divorcia da mente de Deus!
  3. No outro extremo está um fundamentalismo exagerado marcado pela intencional insensibilidade cultural e linguística na apresentação do Evangelho.
    Um trabalho missionário sem um sólido fundamento antropológico e linguístico se divorcia da mente do Povo!

Contudo… temos à nossa disposição o conhecimento da Palavra Viva, que precisa ser lançada na terra dos corações, tanto dos que estão perto como dos que estão longe. Temos que leva-la para fora de nós, para fora das paredes, e crescer, não inchar. (At 1:8)

Temos que voltar a ser discípulos de Cristo e não procurarmos servir a nós mesmo, mas servir ao mundo dando nossas vidas em resgate de muitos, não amando a nós mesmos mas àquele que por nós morreu e ressuscitou.(2Cor 5:14, 15). Precisamos entender e considerar que o Evangelho precisa ser comunicado e compreendido para que possa ser crido.

Nosso trabalho é ENSINAR, construir compreensão. (Mc 14:49; Mt 28:19, 20; At 5:42;8:31; 11:26; 15:35). Sem compreensão não haverá fé (Mt 13:19). E o trabalho do Espírito Santo é usar o que foi ensinado e CONVENCER (Jo 16:8).