O Projeto Mais Água tem como principal objetivo viabilizar soluções hídricas em municípios e comunidades rurais do polígono das secas, região do sertão que mais sofre com os longos períodos de estiagem, onde a população não tem acesso à água potável.

Fundamental para a vida, uma grande carência da população do sertão nordestino é a água para consumo. Com a seca, o acesso à água potável fica comprometido, obrigando moradores de centenas de comunidades e municípios a sobreviverem a partir do consumo de água salobra, barrenta, carregada de coliformes fecais e outras substâncias, retirada de poços, açudes e barragens que ainda não secaram por completo. Sem tratamento algum, o consumo dessa água coloca em risco a saúde e a vida de milhares de crianças e adultos.

O que muitos não sabem sobre a água em regiões semiáridas é que, além de escassa, ela é salobra (salgada). A falta de chuva e o solo cristalino do sertão resultam em salinização dos lençóis freáticos, tornando a água subterrânea maléfica para o consumo. Inúmeros são os poços artesianos inutilizados devido à quantidade de sais da água e, em algumas regiões, há relatos sobre a água dos poços ser tão salgada quanto a água do mar.

No combate à falta de água no sertão, temos explorado alternativas como a compra de água de caminhões pipa, instalações de cisternas, construção de açudes e, uma solução encontrada, relacionada ao custo/benefício e efetividade, tem sido a instalação de sistemas de dessalinização junto aos poços de água salobra.

Esse sistema é capaz de filtrar os sais da água e, com apenas um equipamento, é possível fornecer água potável a milhares de pessoas por um maior período de tempo. Essa solução não depende de chuvas na região árida, sendo capaz de fornecer água de forma contínua.

Hoje, a mobilização de pessoas promovida pelo Projeto Mais Água, somada às doações financeiras de parceiros em todo o Brasil para a viabilização de soluções de combate à falta de água, tem possibilitado melhorarmos exponencialmente a vida dessas comunidades sertanejas, amenizando o sofrimento, diminuindo os índices de mortalidade infantil, de contaminação/envenenamento por água não tratada, de miséria e abandono.